Torpedeamento histórico no Oceano Índico
Um submarino da Marinha dos Estados Unidos afundou a fragata iraniana IRIS Dena, da classe Moudge, em águas internacionais próximas ao Sri Lanka, no dia 4 de março de 2026. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, confirmou o torpedeamento, classificando-o como o primeiro afundamento de um navio inimigo por submarino americano desde a Segunda Guerra Mundial. Autoridades do Sri Lanka informaram que 32 tripulantes foram resgatados com vida, mas ao menos 87 corpos foram recuperados, e dezenas seguem desaparecidos.
Contexto geopolítico e escalada do conflito
O ataque ocorre em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, agravada após a morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em um ataque atribuído a Israel. O Oceano Índico tornou-se um palco estratégico para operações navais, com rotas de navegação que transportam cerca de 80% do petróleo global. A fragata IRIS Dena estava em patrulha quando foi alvejada por torpedos disparados por um submarino da classe Virginia, segundo fontes do Pentágono.
Detalhes técnicos da operação
O submarino americano, cujo nome não foi divulgado, utilizou torpedos pesados Mark 48, capazes de perfurar cascos de até 30 metros de profundidade. A fragata iraniana, de 1.500 toneladas, foi atingida na popa, causando uma explosão que partiu o navio em dois. Imagens divulgadas pelo Pentágono mostram o momento do impacto e o naufrágio em menos de 15 minutos. O Sri Lanka, que coordenou o resgate, enviou helicópteros e navios de patrulha para a área, localizada a cerca de 200 milhas náuticas de sua costa.
Impacto para o Brasil e a geopolítica marítima
O Brasil, como potência marítima emergente, observa com atenção o aumento da presença militar no Atlântico Sul e no Índico. A Marinha do Brasil mantém acordos de cooperação com os EUA e monitora a segurança das rotas de navegação que conectam o país ao Oriente Médio, de onde importa derivados de petróleo. O episódio reforça a necessidade de investimentos em defesa naval, como o programa de submarinos convencionais e o futuro submarino nuclear brasileiro.
Reações internacionais
O Irã classificou o ataque como “ato de guerra” e prometeu retaliação. A Rússia e a China pediram moderação, enquanto a Organização Marítima Internacional (IMO) expressou preocupação com a segurança da navegação civil na região. O Conselho de Segurança da ONU deve se reunir para discutir o incidente, que pode levar a sanções ou a uma escalada militar mais ampla.
Números e dados do naufrágio
Dos 140 tripulantes estimados a bordo da IRIS Dena, 32 foram resgatados, 87 mortos confirmados e 21 desaparecidos. A operação de busca encontrou manchas de óleo e destroços espalhados por 5 km². O Sri Lanka declarou a área como zona de resgate, mas não confirmou a causa do naufrágio até a confirmação americana. Este é o maior incidente naval desde o afundamento do destróier indiano INS Khukri em 1971.


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