Acidente fatal durante testes na plataforma P-79
Na noite de terça-feira, 2 de setembro de 2025, um grave acidente na cidade de Geoje, na Coreia do Sul, resultou na morte de Rodrigo Reis Barreto, de 39 anos, funcionário da Petrobras. O incidente ocorreu durante testes no sistema da plataforma P-79, que está em construção no estaleiro sul-coreano. Segundo a Petrobras, houve um colapso da estrutura, fazendo com que Barreto caísse no mar. Apesar das tentativas de resgate e reanimação, ele não resistiu aos ferimentos.
O acidente levanta questões sobre a segurança em plataformas offshore em construção, especialmente em projetos de grande porte como a P-79, que será destinada ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. A Petrobras informou que outros dois trabalhadores de empresas locais ficaram feridos, mas sem gravidade, sendo atendidos e liberados pela equipe médica.
Perfil da vítima e reações
Rodrigo Reis Barreto era natural de Paulo Afonso, na Bahia, mas residia no Rio de Janeiro. Técnico de segurança contratado pela Petrobras desde 2011, ele era casado e pai de dois filhos. O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) confirmou as informações e informou que o corpo será trasladado para Recife, onde residem seus familiares. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou solidariedade e acompanha as investigações.
Contexto da plataforma P-79
A plataforma P-79 é uma unidade do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading), em construção no estaleiro da Samsung Heavy Industries, em Geoje. Ela faz parte do plano de expansão da Petrobras para o campo de Búzios, um dos maiores do pré-sal. A previsão inicial era de que a plataforma entrasse em operação em 2026, com capacidade de produzir até 180 mil barris de petróleo por dia e processar 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural. O acidente pode impactar o cronograma de entrega e gerar custos adicionais.
Investigação e medidas de segurança
A Petrobras anunciou a formação de uma comissão para investigar as causas do colapso. A empresa também presta apoio aos familiares da vítima. O incidente reacende o debate sobre a segurança em estaleiros estrangeiros, onde trabalhadores brasileiros atuam em condições muitas vezes adversas. A FUP cobra transparência nas investigações e medidas para evitar novas tragédias. Especialistas em segurança offshore destacam a necessidade de rigorosos protocolos de teste e inspeção, especialmente em estruturas complexas como FPSOs.
Impacto para o Brasil e o setor offshore
O Brasil é um dos maiores produtores de petróleo offshore do mundo, com o pré-sal respondendo por cerca de 70% da produção nacional. Acidentes como este afetam a imagem do setor e podem gerar pressão por maiores investimentos em segurança. A Petrobras, maior empresa do país, tem um plano de investimentos bilionário para novos FPSOs, e a confiabilidade de seus fornecedores é crucial. O acidente na Coreia do Sul também levanta questões sobre a dependência de estaleiros estrangeiros e a necessidade de fortalecer a indústria naval brasileira.


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